O cifrão tem 1 ou 2 traços?
Nota: A história do cifrão em si não é exata e existem várias teorias conflitantes, às quais eu não poderia contribuir muito. Portanto, o foco desse post é especificamente a quantidade de traços no cifrão do símbolo para o Real (R$).
- O problema
- No dinheiro
- O que diz a lei?
- O que diz a Casa da Moeda?
- O que diz o Banco Central?
- O que disseram os jornais na época?
- Primeiros cifrões do Brasil
- Conclusão
- Nova moeda de 30 anos do real
- Epílogo
O problema
Primeiramente, vou explicar qual é o problema: o símbolo do cifrão pode ser grafado com 1 ou 2 traços verticais cortando a letra S, assim:
A maioria das pessoas, eu presumo, não escolhe conscientemente qual cifrão usa no dia a dia. Portanto, é possível encontrar exemplos de ambos os usos, seja em jornais, programas de televisão, jogos, ou o que for:
Esses, é claro, são exemplos de outros países. E no Brasil? Qual é o costume? Bom, podemos analisar representações propriamente brasileiras, como histórias da Turma da Mônica, ou supermercados:
Como pode-se perceber, na vida real, utiliza-se tanto o cifrão com 1 traço, quanto o cifrão com 2 traços. Mas oficialmente, qual é a grafia correta do símbolo do Real? É R$ ou R$?
No dinheiro
Não é preciso voltar muito no tempo para encontrar exemplos de cifrão em dinheiro brasileiro. No próprio Cruzeiro Real, a moeda que veio imediatamente antes do Real – e a que durou menos tempo, apenas 10 meses –, temos a presença do cifrão com dois traços:
Se isso não é prova suficiente que o cifrão de CR$ deveria ser escrito com dois traços, eu não sei o que é.
Porém, não é tudo tão fácil. Nenhuma cédula ou moeda do Real possui o símbolo R$ – um fato que, por si só, já deveria ser digno de revolta popular.
Nota: isso era verdade na data de escrita desse artigo. Em setembro de 2024, o Banco Central aprovou uma moeda comemorativa de 1 real cujo design contém o símbolo "R$"! Veja abaixo § Nova moeda de 30 anos do real para a atualização.
Todas as cédulas, de R$1 a R$200, e todas as moedas, de R$0,01 a R$20,00, têm "Real" escrito por extenso ao invés de possuir o símbolo R$:
Vale notar que uma medalha comemorativa dos 25 anos do Real, emitida em 2019, possuía o símbolo R$ com um único traço no cifrão:
Contudo, medalhas não têm o chamado "poder liberatório"; ou seja, não são dinheiro, são somente tokens colecionáveis. De qualquer forma, é bom criar uma nota mental de uma possível tendência oficial para o uso de 1 traço somente.
Fora isso, como não temos a resposta diretamente no dinheiro, precisamos cavar um pouco mais a fundo para resolver esse mistério.
O que diz a lei?
A definição do símbolo "R$" para o Real precisou ser solidificada por lei. Portanto, se procurarmos a legislação que implementou o Real, saberemos qual cifrão foi usado. E, de fato, na lei Nº 9.069, de 29 de junho de 1995, temos:
Nota: O símbolo R$ já havia sido definido anteriormente à lei de 1995; ele apareceu inicialmente na Medida Provisória Nº 434 de 1994. Porém, para os propósitos do post, esse detalhe não afeta a conclusão.
As importâncias em dinheiro serão grafadas precedidas do símbolo R$.
—Lei Nº 9.069/1995 (ênfase minha)
Problema resolvido! A lei usa cifrão com um traço, portanto o cifrão do Real só possui um traço! ...certo?
Não exatamente. Para entender por que não é exatamente verdade, precisamos sair em uma pequena tangente e falar sobre o Unicode.
O Unicode
Um dia talvez eu faça um post sobre isso mais a fundo mas, em suma, existe um consórcio chamado Unicode que decide quais caracteres existem em computadores.
Para um computador enviar texto para outro computador, é preciso definir um código para cada caractere, pois os computadores funcionam à base de números, e não texto. Quem define esses códigos é o Unicode.
Isso se aplica a todos os caracteres que você vê em um computador. Um computador
não sabe o que é, por exemplo, um asterisco (*); ele somente entende seu código
no Unicode correspondente – U+002A
. Caracteres de idiomas atuais (水) ou antigos
(𓂀); símbolos matemáticos (∞); e até emojis (😱)
– todos só podem ser digitados em um computador porque o Unicode possui códigos
para eles.
Possuindo um código próprio, eles podem ser copiados e enviados para seus amigos; o computador recebendo os códigos os interpreta e mostra os caracteres adequadamente:
Cifrão no Unicode
Mas o que isso tudo tem a ver com o cifrão? Bom, o Unicode define a existência
de um cifrão ($) com código U+0024
. Contudo, o código não especifica se o
cifrão correspondente deve possuir um ou dois traços. Ao invés disso, como
descrito no próprio padrão:
Existem portanto muitas variantes menores, como o
U+0024 DOLLAR SIGN $
, com uma ou duas barras verticais [...][...] o Padrão Unicode considera essas variantes como tipográficas e provê uma única codificação para elas.
—Unicode Standard 13.0 (§ 22.1 p.817) (tradução e ênfase minhas)
Assim, independentemente da quantidade de traços, o código que representa o cifrão será o mesmo. Por ser considerado um único símbolo, fica à escolha das fontes (e.g. Arial, Comic Sans, Times New Roman) desenhar o cifrão com 1 ou 2 traços, e é uma decisão puramente estética:
Na lei
Por essa lei estar em um documento virtual (isto é, num computador), a quantidade de traços do cifrão depende única e exclusivamente da fonte usada – e portanto é muito provavelmente somente coincidência.
Por exemplo, se a fonte padrão do website do Planalto fosse outra, o cifrão poderia ter 2 traços na lei, mesmo sem o texto em si ter sido modificado:
Ou seja... Não temos nada. A lei seria equivalente se dissesse "cifrão" por extenso ao invés de usar "$". Para termos uma resposta satisfatória, precisaríamos que a quantidade de traços estivesse explicitada no texto.
O que diz a Casa da Moeda?
A Casa da Moeda é quem imprime as cédulas e cunha as moedas do Real. Além disso, a conta no Instagram da Casa da Moeda está aberta para receber mensagens. Então, uma das primeiras coisas que eu fiz após conferir a lei foi mandar uma pergunta para saber qual é a posição deles sobre a grafia correta do cifrão. Recebi a seguinte resposta:
O símbolo do Cifrão tem 2 traços verticais, no entanto é comum ver variações ou estilizações do símbolo.
—Casa da Moeda do Brasil
Apesar de apreciar a resposta, não levei tanta fé. O símbolo do cifrão, originalmente, poderia ter 2 traços, ok. Mas e o cifrão do Real? Usa o cifrão original? Ou uma das "variações"?
Acredito que a pessoa responsável pelas redes sociais da Casa da Moeda não tinha essa informação com pura certeza – o que não tem problema. Afinal, se fosse óbvio, eu não precisaria estar fazendo essa pesquisa toda.
Além disso, me recomendaram ler o post no Instagram com a história do cifrão – a mesma presente no site da Casa da Moeda. É claro que eu não teria começado essa aventura se já não tivesse lido essa história do cifrão, que eu inclusive achei um pouco fantasiosa demais para ser verdade. Mas, de qualquer forma, ela não tange no cifrão atual do Real, então não faz muita diferença.
Selos
Um fato não tão conhecido é que a Casa da Moeda também é responsável pela impressão de selos para os Correios. Isso é relevante porque selos costumam ter seu preço embutido no design. Por exemplo, esse design de setembro de 2020, em celebração de Libras:
Nesse caso, o cifrão é cortado por somente 1 traço. Porém, antes que você se anime, apesar da maioria dos selos terem cifrões com 1 traço, também é possível encontrar designs com 2 traços:
Além disso, a Casa da Moeda simplesmente realiza a impressão; portanto, a responsabilidade dos designs provavelmente recai sobre os Correios, que pouco têm a ver com as especificidades da moeda nacional. Por isso, não acredito que o cifrão usado nos selos seja tão significativo.
O que diz o Banco Central?
O Banco Central do Brasil é a entidade governamental que regula e emite o Real. É o banco dos bancos, a autoridade no assunto da moeda nacional. Portanto, se alguém tem a resposta para nossa pergunta, seria o Banco Central.
Infelizmente, as contas do Banco Central em redes sociais não permitem o envio de mensagens privadas. Então, precisei usar o portal da acesso à informação do Banco Central para saber a posição oficial deles. Quatro dias depois, recebi a seguinte resposta:
[...] A lei nº 9.069 [...] determina o seguinte [...] "símbolo R$". Portanto, [...] a grafia correta em relação ao Real é com um traço apenas.
—Banco Central do Brasil (ênfase minha)
O Banco Central disse que o cifrão do Real usa apenas 1 traço! Pergunta respondida, né?
...mas calma lá. O argumento do Banco Central foi, basicamente, "na lei, o cifrão usa 1 traço". Mas, agora há pouco, eu descrevi como o cifrão usado na lei não é prova suficiente, porque o Unicode não faz distinção entre 1 e 2 traços; depende inteiramente da fonte usada.
Por isso, não vou aceitar essa resposta inteiramente ainda; vamos dar mais uma pesquisada primeiro.
Para além disso, o Banco adicionou um link para a mesma história do cifrão que a Casa da Moeda também conta, e que não tem muita relação com o cifrão do Real.
O que disseram os jornais na época?
Se analisarmos jornais da época, talvez tenhamos algum insight sobre como R$ era grafado quando foi implementado.
Pelo menos é o que eu achava. Acontece que, na maior parte dos jornais que eu conferi, a quantidade de traços no cifrão também dependia somente da fonte usada.
Em geral, a fonte usada para o corpo do texto sempre possuía cifrão com 1 traço – tanto para R$ quanto para CR$, que estabelecemos mais acima ter necessariamente 2 traços. E, em alguns casos, a fonte para cabeçalhos, títulos e manchetes possuía cifrão com 2 traços – mas também nem sempre.
É quase como se ninguém além de mim se importasse com o número de traços do cifrão! 🥴
Para minha surpresa, encontrei uma charge na edição de 1 de julho de 1994 da Folha de Hoje (RS), data de introdução da moeda, que representa corretamente o cifrão do Cruzeiro Real com dois traços, mas representa o cifrão do Real com um só. Isso me fez acreditar que foi uma escolha deliberada, e um discernimento de que havia uma diferença entre os cifrões:
Entrei em contato com o artista da charge, Sandro Zamboni (Zambi), que me disse não lembrar se seguiu regra para fazer os traços na arte, e que a escolha foi possivelmente aleatória. Uma parte de mim esperava que a ilustração tivesse causado uma grande polêmica interna no jornal sobre quantidade de traços no cifrão, mas acho que seria querer demais.
De fato, é possível que tenha sido aleatório. Em outras ilustrações do jornal, o uso não parece seguir nenhuma regra – como na edição de 1 de março de 1994:
Em contraponto, a edição de 2 de junho de 1996 do Jornal do Brasil, alguns anos após a introdução do Real, incluiu uma matéria entitulada "Polêmica do cifrão longe do fim". Nela, a autora Sílvia Mugnatto sobrepõe os dois pontos de vistas: o do Banco Central, que já naquela época defendia o uso de 1 traço somente; e o de estudiosos mais tradicionalistas, que defendem que o cifrão verdadeiro possui 2 traços. E, no meio de tantos argumentos, temos o seguinte trecho:
Realmente, uma lei de 1942, a 4.791, estabelece que o cifrão brasileiro tem um traço só.
—Sílvia Mugnatto, Jornal do Brasil (2 de junho de 1996)
A tal lei a qual ela se refere é provavelmente o decreto-lei nº 4.791, de 5 de outubro de 1942, que institui a primeira versão do Cruzeiro, substituindo os Réis anteriores:
Infelizmente, o texto acima sofre do mesmo problema da lei que implementou o Real: por ser uma página da internet, o cifrão depende somente da fonte usada, e não indica quantos traços o cifrão originalmente possuía.
Porém, como o primeiro computador do Brasil só passou a existir em 1972, a lei original não podia sofrer do problema de escolha de fontes, certo? Portanto, seria necessário somente obter o texto original do documento que publicou essa lei. Moleza!
Para isso, puxei a Lei de Acesso à Informação – que agora se chama Fala.br, aparentemente – e requisitei uma versão escaneada do documento original, uma página do Diário Oficial da União. Pouco depois, recebi o que queria:
Lamentavelmente, a plataforma Fala.br não é acessada via http://fala.br/; pelo menos na data de escrita desse artigo.
Então, 1 traço! Resolvido, né?
…desculpa, mas não (de novo).
Assim como o computador, máquinas de escrever e até prensas possuíam uma quantidade limitada de caracteres. Como citado por Mugnatto no artigo:
Os técnicos do BC acreditam, porém, que os novos legisladores nem se preocuparam em saber se o cifrão deve ter um traço ou dois. Acontece que as máquinas de datilografia e os computadores mais modernos sempre trazem o cifrão com um traço só.
—Sílvia Mugnatto, Jornal do Brasil (2 de junho de 1996) (ênfase minha)
Mugnatto, em seu artigo, afirma que o cifrão do Cruzeiro possuía somente 1 traço, porém ao mesmo tempo concorda que os documentos não são confiáveis por limitações na quantidade de caracteres. É um grande paradoxo que, infelizmente, não é comentado no artigo.
A partir desse ponto, você provavelmente está pensando: "não existe nada confiável?? Temos como ter certeza de alguma coisa??"
E você está corretíssimo no seu desespero. Nada nesse mundo é certo e exato, tudo é complexo e recheado de asteriscos e exceções. Muito poético, mas incrivelmente frustrante.
Mas vamos deixar as reclamações de lado e continuar cavando um pouco mais.
Primeiros cifrões do Brasil
No começo, analisamos o precedente imediado ao Real: o Cruzeiro Real. Em seguida, demos uma olhada no cifrão primeiro Cruzeiro. Por questões de completude, achei apropriado ir um pouco além e também comentar sobre o cifrão do primeiro Real (mais conhecido pelo seu plural, Réis).
Antes da internet e de tecnologias de comunicação imediata, quantias em Réis eram, em sua maior parte, marcadas por cifrões com 2 traços. Por exemplo, na 5ª edição de O Paiz, de 1884, todos os cifrões possuem 2 traços:
Contudo, conforme a tecnologia foi evoluindo em outros países e o Brasil foi acompanhando, o cifrão de 1 traço foi gradualmente sendo adotado.
Por exemplo, máquinas de escrever começaram a ser vendidas comercialmente no exterior (e consequentemente importadas para o Brasil) no final do século XIX, e só passaram a ser produzidas nacionalmente em meados do século XX.
Portanto, todo documento brasileiro produzido em máquina de escrever importada muito provavelmente teve que usar cifrão com somente 1 traço, mesmo que o autor não concordasse com seu uso.
Tendo isso em mente, poucos anos depois da edição d'O Paiz de 1884 acima, começamos a ver a transição gradual do jornal para o uso do cifrão com 1 traço:
Agora, existe o questionamento: se os jornais já imprimiam o cifrão com 2 traços inicialmente, por que fizeram a mudança?
Pode-se fazer o argumento de que, conforme aumentou o uso de máquinas de escrever – importadas, com cifrão de 1 traço –, gradualmente a sociedade brasileira começou a adotar essa grafia como a correta. E, assim, talvez subconscientemente, talvez não, a mudança em jornais e publicações foi sendo realizada.
Porém, isso é tudo especulação minha. Fica aí a ideia de tese de monografia para os leitores que estudam História!
Conclusão
Título alternativo: "Ninguém liga, e minha opinião".
Eu, assim como os técnicos do BC citados por Mugnatto em 1996, acredito que, acima de tudo, legisladores não tiveram o cuidado ou a ciência de se preocupar com a quantidade de traços do cifrão do Real. É o tipo de detalhe que facilmente passaria despercebido e, como ele não é explicitado em nenhum documento oficial, não temos como ter certeza de qual era a intenção original, se é que houve alguma, para com a grafia do símbolo.
Em suma, acredito que ninguém liga o suficiente pra se preocupar com isso.
A globalização, a falta de um caractere específico no Unicode para o cifrão com dois traços, e as constantes trocas de moeda no Brasil – 9 sistemas monetários diferentes, contando a partir dos réis até os reais atuais – inevitavelmente enterraram qualquer certeza de qual cifrão é o "correto" atualmente.
Portanto, acredito que a posição do Banco Central, por mais equivocada que seja, é a final. O cifrão do Real possui 1 traço.
Nova moeda de 30 anos do real
Nota: esta seção foi adicionada em outubro de 2024.
Ao final de setembro de 2024, o Banco Central anunciou que uma moeda em comemoração aos 30 anos do real (1994–2024) começaria a circular. O design dessa moeda, surpreendentemente, possui o símbolo, e ele vem com um único traço: R$!
Isso significa que toda a pesquisa foi inútil? Não! Minha conclusão se mantém: o Banco Central acredita que o cifrão possui 1 traço – ainda que por motivos discutíveis – e, devido a essa crença, a moeda possui o símbolo com um traço.
Ainda assim, é legal finalmente ter uma moeda contendo o símbolo dela própria!
Epílogo
Custo
Não sou um jornalista, e mal sou um "pesquisador" no sentido mais tradicional da palavra. Por isso, não estou muito acostumado com os custos envolvidos nesse tipo de trabalho.
Além disso, eu escrevo esse blog meramente como hobby, quase como que academicamente, e não tenho nenhuma intenção de lucrar com ele diretamente.
Por isso, enquanto eu estava procurando artigos de matérias de jornais da época dos Réis e da introdução do Real, fiquei surpreso quando os grandes jornais me cobraram centenas de reais por página para reprodução de matérias antigas.
Isso foi um contraste enorme com o preço de meros R$20 por página do Jornal do Commercio de 1834 que eu paguei para um outro artigo.
O que é uma pena, porque algumas das imagens teriam sido ótimas pra usar de forma complementar ao meu ponto, como por exemplo a matéria de Sílvia Mugnatto para o Jornal do Brasil.
Só incluí essa parte no artigo porque a informação do preço para reprodução não parece estar disponível em lugar nenhum online; eles fazem questão que você envie um email, e às vezes demoram alguns dias para responder. Então, fica aí a dica para quem estiver planejando fazer esse tipo de coisa.
Cifrão nesse artigo
Como eu comentei algumas vezes, a fonte usada afeta a grafia do cifrão.
Por isso, durante esse artigo, quando era importante, fiz questão de utilizar fontes corretas para $ com 1 traço, e $ com 2 traços, em contraste com o cifrão com grafia não muito especificada, $. Mas, como nada nessa vida é perfeito, é possível que as fontes não tenham carregado, ou não estivessem disponíveis para você. Se foi o caso, sinto muito! Eu tentei!
Para os interessados, se é que existem, a fonte usada para 1 traço foi Arial (e Helvetica como fallback); a para 2 traços, Old Standard TT.
Edições do documento
Edição de 21/10/2024: agora existe uma moeda de curso legal com o cifrão, de R$1, comemorando 30 anos do Real; o artigo foi atualizado de acordo com essa mudança.
Edição de 10/02/2024: explicita licenças CC de algumas imagens; estrangeirismo semântico de "assumo" → "presumo"; pequenos trechos reescritos para clareza, erros de digitação.